Histórico da FCORS

A Federação dos Círculos Operários do Rio Grande do Sul – FCORS foi fundada em 26 de outubro de 1935 pelo Padre Jesuíta Leopoldo Brentano, com intuito de auxiliar os círculos operários que haviam sido recentemente criados no estado.  

O Circulismo Gaúcho teve notável desenvolvimento a partir de 1937, sob a liderança do Pe. Ignácio Valle. Quando ele assumiu como Assistente Eclesiástico da FCORS e do COPA – Círculo Operário Portoalegrense, no início de 1937, havia doze círculos em funcionamento no Estado. De 1937 até 1964, mais 46 círculos foram criados no Rio Grande do Sul, embora sete deixassem de existir, atingindo, assim, o total de 51.

Após 1964, acompanhando a decadência nacional, tão somente dois novos círculos foram fundados no RS, mas deixaram de existir 15, subsistindo hoje ainda 38. Felizmente, nesta última década, os círculos decidiram reverter este processo, procurando encontrar novos sentidos para o movimento. A reversão mais decisiva, partindo da FCORS, começou com o Programa de Desenvolvimento Circulista – PDC, programa baseado nas grandes linhas do desenvolvimento local, do trabalho em rede e da pedagogia de projetos. O PDC abre novos sentidos e perspectivas para o circulismo, não só no RS, como também nos demais estados onde existem círculos operários, já que foi aceito e aprovado como Tese, a ser assumida e implementada pelo circulismo brasileiro, no XIX Congresso Circulista Nacional, realizado em João Pessoa, Paraíba, em 2008.

A história da FCORS não pode ser escrita sem uma significativa menção ao trabalho de educação que vem sendo desenvolvido por décadas. Também sob a liderança do Pe. Valle, ainda no início dos anos 1970, foi projetada pela FCORS a Universidade do Trabalho – UT, consistindo num conjunto de escolas técnicas de nível médio, cujo objetivo era formar mão de obra especializada no meio operário. Para concretizar este projeto, o Pe. Valle conseguiu do Governo do Estado do RS um terreno de 38 hectares na região noroeste de Porto Alegre, hoje Bairro Humaitá. Depois de beneficiado, neste terreno foi construída a primeira escola do projeto Universidade do Trabalho, a Escola de Eletrônica. Esta escola se desenvolveu muito bem a partir de 1972, ano da sua inauguração. As demais três escolas previstas no projeto original (Máquinas e Motores, Construção Civil e Metalurgia) não puderam ser construídas por falta de recursos. No entanto, a Escola de Eletrônica, denominada Escola Técnica Santo Inácio, foi ampliada, recebendo a partir da década de 1990 o Curso de Informática. 

Finalmente, cabe mencionar que a partir de 2008 a FCORS pôde estabelecer uma atuação mais forte junto aos círculos filiados, a partir do reinvestimento do seu patrimônio, foi possível adquirir um novo terreno de 22ha, bem como, construir uma nova Escola Técnica Santo Inácio. Parte deste reinvestimento está permitindo, inclusive e aos poucos, a geração de alguma renda para o fortalecimento da atuação da FCORS junto aos círculos operários no RS.

 

 


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